27 setembro, 2011

SONHANDO SOZINHO

Tudo parecia igual: o presente com seus segundos que não param de passar também me fazem cada vez mais vivo e tendo certeza que tudo vai para algum lugar chamado de passado. Às vezes nós  faz relembrar de momentos que deixaram saudades e que de alguma forma acabaram como o fogo apagado pela chuva ou pelo vento que levou para longe algo que estava vagando sem destino certo. 
Por outro lado viver o desconhecido e traduzido facilmente com o nome de presente. Às vezes ele pode nos proporcionar a liberdade que falta ou até mesmo acabar de vez com que chamamos de paz.
E foi assim que mais um dia começou... As arvores secas, o tempo carregado de poeira, e no chão quente impróprio para ser pisado por qualquer ser humano descalço, mais algo fugia aos meus olhos, um tipo de sonho fora de uma realidade, talvez eu esteja traduzindo eles por palavras desfiguradas ao máximo dentro da minha realidade contraventora...
Loucura ou não, o certo sonho existe mesmo, até fala, mais me desconhece e ainda me aceita com minhas palavras como está, sem começo, meio e muito menos um fim... Mais o impressionante e que eu tenho plena certeza do que eu estou relatando nestas linhas desorganizadas o teor de um sonho em uma noite que provavelmente estivesse fazendo um calor insuportável, mais o sonho não deixou de existir.  
Quanto à realidade ela existe, mais não consigo me desvincular de sua figura simples, de rosto redondo, de pele clara, de uma educação bem notada por suas palavras, ou ate mesmo de seus olhos penetrantes e que demarcam a certeza que eu tenho de ter os vistos em algum lugar dentro das minhas noites com frio ou com calor. 
O certo seria esquecer de uma vez por todas, porem não consigo me desvincular de minhas memórias.
Entre o hoje e ontem prefiro olhar para futuro e tentar esquecer tudo que eu falei, escrevi ou passei mais sempre na certeza que nada e para sempre e muito menos eu e minhas palavras ou seu rosto totalmente conhecido por minhas palavras e pela minha mente que figura você sorrindo em alguma espécie de paisagem...
Em instantes tudo acabou com o abrir dos meus olhos, como a luz  acaba de uma vez por todas com a escuridão.

Joanderson Ribeiro
27.09.2011

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