10 julho, 2011

ATRITOS

Depois de um tempo transcorrido entre eu e meus passos, não me contive e assim chorei, não por ter perdido uma amor, mais sim tirar proveito e assim lembraria um dia do que eu fiz, mais nada fiz...
Caminhando em direção oposta ao meus passos, tudo que eu não queria agora tinha e estava acontecendo perante meus olhos, foi dai que comecei a chorar e querer viver mais a cada segundo de um novo amor, de um um novo sentimento inoportuno e totalmente criticado por quem não esta por perto. 

Abrir a porta e lá fora uma garoa fina me mantinha preso atraz daquela porta que tantas vezes passei feliz, mais que naquela hora nada mais existia nem mesmo a tal saudade de um tempo que vivi mais nada mais lembro. 
Derrepentemente fechei a tal porta e sai andando descalço no meio da rua que estava um pouco molhada, quando dei alguns passos logo veio a chuva e automaticamente lavando minha alma junto com meus olhos de desconfiança pelo tal sentimento que nem se quer aparecia também para ser lavado e assim logo restaurado.
Andei por alguns minutos e sempre pensativo e atônito com o tal sentimento que não aparecia. 
Duvidas cruéis  se faziam ter certeza que tudo aquilo era apenas uns segundos de um sonho totalmente maluco, frio, pediculoso e ridículo, mais não era e assim prosseguir caminhando. Voltei para casa  e assim tirei minha roupa toda molhada, mais não sabia se eram de lagrimas ou pela chuva que não cessava nunca.
Fui para o meu quarto com um copo de leite bem quente na mão que alguém tinha deixado na minha mesa onde escrevi estas palavras, foi dai que descobrir que nada disso existiu e assim muito menos eu com esse sentimento nobre e ao mesmo tempo enlouquecedor e perturbador, e assim dorme afim de ter certeza que era tudo loucura.
No outro dia logo pela manhã, quando abrir os olhos um rosto que brilhava mais que minhas esperanças se fez presente, era uma pessoa linda e cheia de vida, era como eu nunca tivesse visto tamanha beleza, e assim abrir os olhos pouco a pouco e logo tive a certeza que o tal sonho ainda era uma realidade constatada pela luz da claridade de um dia ensolarado. 
Mais derrepente desmaiei e nada mais vi, mais percebi que tinha caído diretamente no chão duro e gelado.
Até hoje não lembro mais de nada, só sei que tudo aquilo acabou quando tentei repaginar minha vida e assim tentar esquecer que tudo aquilo foi mero sonho traduzido pelas minhas palavras de "loucuras sem procedências entre o querer e o prazer que nunca tive". 
O resultado disso tudo e que eu ainda duvido que eu realmente esteja vivo, ou até mesmo que eu seja mesmo  louco o bastante para continuar vivendo e querendo ser poeta mais algumas milhares de horas transcorrida que nunca para...

Loucuras na luz do dia.

Joanderson Ribeiro 
10.07.2011


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