30 janeiro, 2011

PELA ESPERNÇA A NOITE

Na Penumbra da noite o que sobrou alem de pisadas no chão foram de um homem desesperado foram suas saudades do que não coube pertencer. Ainda sim, chorava e enxugava as lagrimas com um lenço azul com suas iniciais bordadas em uma das pontas. Já era tarde e nem suas andanças por aquela rua era capaz de lhe devolver o sono que havia perdido há muito tempo.
Andou por quadras e nada encontrou, ate porque andava-se mais pensava-se em outras coisas que iam muito alem de seus conturbado dia que chegou ao fim com um saldo totalmente negativo, mais assim mesmo querendo resposta sobre os acontecimentos acabou perdendo seu lenço que tanto segurava com força na mão direita.
Mais ainda caminhando para o nada, em uma noite gelada nada lhe trazia resposta.
Na sua mão esquerda em um dos seus dedos, uma aliança brilhava, mais era ofuscado fácil pelos seus olhos. Nela estava gravada as iniciais de seu grande suposto amor que nunca existiu porque o que sobrou depois de um sonho foi exatamente nada.
Grossa, de ouro foi muito cara para quem não merecia nem mesmo um pedaço de carinho roubado de uma estatua na praça central da sua cidade.
Ainda na rua, pensou de todas as maneiras em como acabar com aquela insônia perfeita para quem não conseguia nem mesmo respirar aliviado.
O único modo de acabar com isso tudo era apagando da sua mente tudo que não lhe pertenceu nunca, nem mesmo um fio de um sonho imperfeito.
Mais ainda andando por lugares escuros sua mente não se cansava de perguntar o porquê de tudo aquilo, mais não obtia sucesso e assim ainda caminhando, avistou um banco, branco manchado de alguma coisa preta, que teve certeza que era tinta quando chegou bem perto e passando mão na tinta verificou que estava seca.
Sentou-se e ali mesmo começou a chorar de remoço porque não havia nada a ser feito a não ser abrir os olhos para a vida que vinha com o amanhecer do dia e ainda trazia esperanças destreinadas que absorvia toda sua mágoa todas as vezes que derramava pelo rosto pingos de lagrimas.
E assim o dia foi amanhecendo aos poucos dando lugar aos pássaros que cantavam felizes por mais um dia de sol maravilhoso, inversamente do que estava sentindo ali naquele exato momento.
Levantou-se e caminhou em direção a sua casa e agora com plena certeza que se estava sem sono era culpa unicamente sua e que se as coisas tomaram esse rumo era hora de acordar, mesmo que Chorase mais que aquela madrugada.
Quando chegou a sua casa, não encontrou o seu amor, a sua paixão, porque em questão de segundos foi-se? Fez essa pergunta para si mesmo e não teve sucesso na resposta esperada.
Foi daí que descobriu que nada daquilo existe. Tudo que passou foi pura fantasia de um amor esperado que não faz a diferença hoje para seu ego.
Apagou a luz, sentou-se na beira da cama nova, colocou seu pijama e deitou, dizendo:
Sei que você não existe, mais um dia eu te encontrarei amor de momentos inacabados.
Enrugou as lagrimas, e foi dormir.

Joanderson Ribeiro
joandersonribeiro@r7.com
30. JAN.2011

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